O dinheiro pode atrapalhar o amor, mesmo nos relacionamentos mais românticos e compatíveis. De todas as intimidades que se compartilham, a que envolve dinheiro provoca as maiores discussões, causa os maiores ressentimentos e cria as maiores confusões. As coisas não ficam necessariamente mais fáceis ao se enriquecer. Geralmente, adotam-se objetivos desafiadores e os problemas se agravam. A vida financeira, sobretudo quando inclui o relacionamento, pode tornar-se mais difícil de conversar do que sobre sexo. A maioria das pessoas inicia um relacionamento amor/dinheiro totalmente despreparada. A vida financeira familiar compreende muito mais do que computar o dinheiro ganho, guardado e gasto. Além de patrimônio – poupança, ações, propriedades, bônus – cada cônjuge traz para o novo relacionamento uma carga psicológica de crenças, atitudes, lembranças, aprendizagens, preconceitos, temores e necessidades. Todo mundo investe nas crenças relativas a dinheiro. Assim, como as aplicações feitas com moedas de verdade, existem os Investimentos Ocultos – atitudes e mensagens relativas ao dinheiro, tudo guardado durante a existência. Se manifestam toda vez que vendemos uma casa, compramos mantimentos ou damos a um filho moedas para adquirir um doce e aparecem sempre que temos diferenças monetárias como nossos parceiros. Creio que a diferença entre um relacionamento amor/dinheiro que dá cero e outro que não dá não está apenas nas folhas de balanço, mas também na dinâmica psicológica nelas implícita…. Se o casal conseguir retraçar o caminho que percorreram até formar suas personalidades monetárias atuais, tornar-se-ão parceiros mais compassivos e poderão conciliar dinheiro e relacionamento ( Trecho livro Casais e Dinheiro)